Apesar do insólito nome, O Pum do Dragão foi a forma mais criativa que achei para representar o TDAH. Foi um processo de criação exaustivo, pois perguntei ao meu filho que nome ele daria ao blog. Do "alto" dos seus 4 aninhos ele proferiu tamanha poesia com autoridade. Afinal, se o bafo de um dragão já faz estrago, imagine um pum... ou se preferir, é uma ótima metáfora para o TDAH. Ora engraçado, ora devastador.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Sonhos
Pense: para que serve um sonho? Seria uma meta inalcançável? Um ponto tão distante que parece não se aproximar, tais como as estrelas numa noite de lua nova? Ou simplesmente aquela cenoura pendurada numa vara de pescar atraindo o burro sempre na mesma direção?
Seja qual for a explicação, eles nos movem. São o combustível que me faz querer ser uma pessoa melhor diariamente. E olha que tenho vários defeitos. Talvez um deles seja acreditar demais.
Já acreditei em muita gente, muitas promessas e muitas coisas. Tudo isso teve um lado bom mas também um destruidor. Esse é o nosso problema, quando somos do "bem", não imaginamos do que os outros são capaz. E aí depois de um tempo vem o esquecimento. Sério. Não no sentido de perdoar, no literal mesmo. Talvez o mais devastador de tudo, é o fato de esquecermos os nossos erros. Culpa da falta do foco? Pode ser. Mas e aí? Cadê o Doc Emmett Brown com um inoxidável DeLorean para me permitir voltar alguns anos e experimentar os outros caminhos, aqueles ignorados.
Valeria à pena voltar? Imagine você na adolescência com aquele Brasil outrora esquisito mas com a sabedoria que tem hoje. Uma provável consequencia seria a riqueza financeira, mas aí entrariam outros fatores que não se manifestam hoje. Quais? Sei lá! Clarividência não é um forte da minha parte.
Mas voltando aos sonhos, confesso que atingi alguns. Hoje, sou casado com a pessoa que sempre quis ter mas não imaginava que existia. Tenho dois maravilhosos filhos que me fazem ter mais tesão pela vida. E - é preciso reconhecer - tenho ótimos amigos. Existe outros sonhos menores que ainda não os atingi, mas que preciso para que me sinta realizado. Sinto que não muito longe, eles aparecem no meu horizonte. Entretanto, ainda sobra chão. Muito chão. Problema não, a vantagem de ser TDAH é que a gente esquece todas as pedras nas quais tropeçamos e isso nos faz cabeça-dura. Alguma vantagem tinha que ter esse negócio de ser cabeça-de-vento.
Vou parar por aqui... em poucas horas será hora de acordar e ir trabalhar. Já ia me esquecendo de dormir.
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